sexta-feira, 28 de abril de 2017

Cristãos Iraquianos temem Estado Islâmico e tambem os Curdos

Olá, Antonio Carlos Martins Bastos:
A equipe da CitizenGO voltou do Iraque há alguns dias. Tive a oportunidade de falar com eles, e me contaram coisas incríveis. 
Tatiana falou sobre o medo. Escutaram explosões causadas por bombas muito perto de onde estavam. Os solados com os quais conversaram disseram-lhes que não deveriam tocar em nada, para que não houvesse risco de detonar alguma bomba. 
Helicópteros sobrevoavam a região constantemente...
Os cristãos iraquianos também sentem medo. Temem o Estado Islâmico, mas também os curdos, que têm protegido os cristãos, mas são muçulmanos e nunca se sabe até que ponto estão decididos a defendê-los, pois quando o Estado Islâmico chegou na região foram as forças curdas que abandonaram os civis... 
Nossa equipe já regressou, mas a guerra continua. Em Mosul, a batalha é casa a casa. A libertação ocorre de modo muito lento. 
Tampouco os cristãos de Qaraqosh sabem quando poderão voltar para suas casas. Os cristãos permanecem em seus alojamentos provisórios. Não sabem se poderão voltar. As igrejas foram destruídas e suas casas também.
Nosso diretor de campanhas na Alemanha, Eduard Pröls, me enviou uma fotografia impactante de uma senhora que se desesperou ao ver sua casa completamente destruída:  
desesperada
"Uma dor profunda", nos disse Eduard. Sem dúvida, um momento do qual ninguém se esquecerá. Assim como o choque que tiveram ao ver as igrejas destruídas...
Se quiser ver o álbum de fotografias de nossa expedição #HelpForIraq, deixo o link: 
O trabalho da Igreja consiste em evitar o exílio. Na Quinta-feira Santa, a equipe participou dos ofícios em uma das igrejas destruídas pelo Estado Islâmico. As celebrações foram realizadas em um altar provisório porque o original foi destruído pelo Estado Islâmico... Porém, a igreja estava repleta de pessoas. Não cabia nem sequer uma alma a mais!
Como no Domingo de Ramos. Fiquei impressionado ao saber que milhares de cristãos desabrigados balançavam seus ramos em um acampamento de refugiados ao grito de 'Hosana'!
Realmente os cristãos perseguidos são um exemplo para toda a Igreja.
Mas a verdade, Antonio Carlos Martins Bastos, não é fácil. Na última década, saíram do país cerca de 80% dos cristãos. 
É um verdadeiro drama. Muitos episódios do Antigo Testamento ocorreram em terras que correspondem ao que hoje é o Iraque. É o berço de nossa fé. Os cristãos já estavam lá antes da chegada do Islã. 
Mas hoje são assassinados e perseguidos...
O desaparecimento do cristianismo no Iraque seria uma tragédia porque os cristãos são fundamentais para a convivência pacífica entre as diferentes etnias que vivem na região. 
Como disse um bispo que conversou com nossa equipe, os cristãos iraquianos são como o sal: poucos, mas necessários para que o prato tenha sabor.
Mas estão desaparecendo. Por isso, nosso trabalho de apoio a eles tem sido direcionado para apoiá-los na reconstrução:
·  Apagamos pichações feitas por membros do Estado Islâmico.
·  Demos um curso sobre a importância da educação para garantir o futuro e o desenvolvimento. 
·  Colaboramos com uma clínica por meio da doação de medicamentos.
·  Colaboramos com ajuda financeira para construir moradias estudantis a fim de apoiar os jovens em seus estudos.
·  Reconstrução do colégio de Tel Esqof, que será reinaugurado em setembro. 
·  Apoiamos as ONGs que colaboram com a distribuição de alimentos e de itens de necessidade básica aos cristãos perseguidos. 
Tudo isso foi possível graças a você, Antonio Carlos Martins Bastos. Em nome das pessoas que têm recebido nosso apoio, muito obrigado!
Atenciosamente,

Guilherme Ferreira e toda a equipe da CitizenGO

terça-feira, 18 de abril de 2017

Atentado contra comboio de ônibus mata 126 civis na Síria, entre eles pelo menos 68 crianças

Veículos transportavam pessoas durante evacuação de duas cidades rebeldes sitiadas pelo regime

Por: AFP e Agência Brasil
1
Atentado contra comboio de ônibus mata 126 civis na Síria, entre eles pelo menos 68 crianças  Omar haj kadour/AFP
Os ônibus estavam estacionados em Al Rashidin, setor rebelde a oeste de AeppoFoto: Omar haj kadour / AFP 
O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou que pelo menos 68 crianças estão entre as 126 pessoas que morreram no atentado com uma caminhonete-bomba realizado no sábado contra um comboio de ônibus, um dos ataques mais violentos em mais de seis anos de guerra.
Segundo a organização não governamental (ONG), 109 eram moradores de Al Fu'ah e Kafarya e voluntários do Crescente Vermelho Sírio, que estavam ali para facilitar o processo de evacuação. Além das crianças, havia ainda 13 mulheres, enquanto que o resto eram homens armados. 
A ONG não descartou que o número de mortos aumente ainda mais, pois há dezenas de feridos e desaparecidos.
O atentado ocorreu quando os ônibus com evacuados de Al Fu'ah e Kafarya, dois povoados de maioria xiita da província de Idlib (noroeste), esperavam na passagem de Al Rashidin para cruzar para as áreas sob o controle das autoridades do regime em Aleppo.
Os veículos estavam estacionados nessa área, quando uma caminhonete explodiu. Por enquanto, nenhuma organização reivindicou este ataque.
O suicida estava dirigindo uma caminhonete que transportava ajuda alimentar e detonou o veículo perto dos 75 ônibus estacionados em Al Rashidin, setor rebelde a oeste da metrópole, de acordo com OSDH.
Cerca de 5 mil pessoas evacuadas na sexta-feira das cidades de Fua e Kafraya, duas localidades favoráveis ao regime e sitiadas pelos rebeldes, estavam a bordo dos ônibus visados.
A evacuação se deu por conta de um acordo que permitiu a saída simultânea de duas cidades rebeldes sitiadas pelo regime.

Egito: ataque a bomba em igreja mata ao menos 25 pessoas

A igreja estava cheia de fiéis que celebravam o Domingo de Ramos


Cairo, 09 - Uma bomba explodiu em uma igreja em Tanta, no Egito, matando pelo menos 25 pessoas e ferindo outras 71, segundo autoridades do país. A igreja estava cheia de fiéis que celebravam o Domingo de Ramos.

O ataque na cidade, localizada no Delta do Nilo, ao norte do Cairo, foi o mais recente de uma série de ataques contra a minoria cristã do Egito, que representa cerca de 10% da população total e tem sido repetidamente alvo de extremistas islâmicos. O episódio ocorre algumas semanas antes de o Papa Francisco visitar o Egito.

O vice-ministro da Saúde do Egito, Mohammed Sharshar, confirmou o número de vítimas até o momento. Nenhum grupo reivindicou imediatamente o ataque, que ocorre uma semana antes da Páscoa.

O grande xeque Ahmed el-Tayeb, chefe do Al-Azhar do Egito - o principal centro de aprendizagem no Islã sunita - condenou o ataque, qualificando-o como um "ataque terrorista desprezível que tinha como alvo a vida de inocentes".

Fonte: Associated Press.